Faculdade de Desporto da Universidade do Porto

Crescimento físico e desenvolvimento: controvérsia Hereditariedade vs. Meio

     

 

Hereditariedade vs. Meio

 

Hereditariedade

 

Meio

 

A hereditariedade proporciona potencialidades que precisam de um meio favorável para se desenvolver. O QI está relacionado com factores hereditários e ambientais (como podemos observar um pouco mais em baixo no vídeo). Podemos então concluir que a componente genética é um factor muito importante no desenvolvimento da capacidade intelectual. Contudo, os factores do meio desempenham um papel decisivo na determinação do modo como a componente genética se expressará.

 

 

O meio exerce influência sobre um indivíduo logo desde a vida intra-uterina. O meio intra-uterino afecta o desenvolvimento físico e mental do feto através da corrente sanguínea da mãe em situações como: a ingestão de medicamentos, determinadas doenças (toxoplasmose, rubéola, diabetes e ainda perturbações emocionais), que podem provocar malformações ou excesso de choro, situações de toxicodependência e alcoolismo transferindo para o feto determinadas carências relativamente às substâncias consumidas, regime alimentar, entre outras. Este sofrerá um conjunto de transformações fisiológicas que decorrem desde a fecundação até ao final do desenvolvimento do indivíduo, ao qual nomeamos maturação.

 

 

A controvérsia hereditariedade e meio como influências geradoras e propulsoras do desenvolvimento humano têm ocupado, através dos anos, lugar de relevância no contexto geral da psicologia do desenvolvimento. No início, o problema foi estudado mais do ponto de vista filosófico, salientando-se, de um lado, teorias nativistas, como a de Rousseau, que advogava a existência de ideias inatas, e, de outro lado, as teorias baseadas no empirismo de Locke, segundo o qual todo conhecimento da realidade objectiva resulta da experiência, através dos órgãos sensoriais, dando, assim, mais ênfase aos factores do meio. Particularmente, no contexto da psicologia do desenvolvimento, o problema da hereditariedade e do meio tem aparecido em relação a vários tópicos. Por exemplo, no estudo dos processos perceptivos, os psicólogos da Gestalt advogaram que os factores genéticos são mais importantes à percepção do que os factores do meio. Por outro lado, cientistas como Hebb (1949) defendem a posição empirista, segundo a qual os factores da aprendizagem são de essencial importância ao processo perceptivo.

 

 

Na área de estudo da personalidade encontramos teorias constitucionais como as de Kretschmer e Sheldon que advogam a existência de factores inatos determinantes do comportamento do indivíduo, enquanto outros, como Bandura, em sua teoria da aprendizagem social, afirmam que os factores de meio, de facto, modelam a personalidade humana. Na pesquisa sobre o desenvolvimento verbal, alguns psicólogos como Gesell e Thompson (1941) preocuparam-se mais com o processo da maturação como facto biológico, enquanto outros se preocuparam mais com o processo de aprendizagem, como é o caso de Gagné, Deese e Hulse.

 

 

Sendo assim, admite-se que tanto os factores hereditários como os factores do meio são importantes na determinação do comportamento do indivíduo. A herança genética representa o potencial hereditário do organismo que poderá ser desenvolvido dependendo do processo de interacção com o meio, mas que determina os limites da acção deste.

 

Este video mostra-nos que a inteligência é uma representação dos genes em interacção com o ambiente. Podemos perceber também que com o estudo dos genes podemos determinar certas dificuldades num indivíduo, e até mesmo preveni-las.

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